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13 Indicadores Financeiros Importantes Para PMEs

03 outubro 2024
Rodrigo Ferreira

Todos os empreendedores sabem que a escrituração contábil é uma obrigação legal para toda empresa, porém poucos sabem que uma de suas funções primordiais é fornecer suporte a gestão empresarial ao permitir o acompanhamento de indicadores financeiros.

Por meio de relatórios, demonstrativos e indicadores gerados pela contabilidade, o responsável por um negócio pode tomar decisões baseadas em informações que permitem realizar análises mais assertivas e confiáveis.

Nesse artigo, conheça dois relatórios contábeis essenciais para a gestão de micro, pequenas e médias empresas e os principais indicadores que podem ser trabalhados com eles. Vem com a gente!

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O Que São Os Indicadores Financeiros?

Os indicadores financeiros são, basicamente, métricas que oferecem um diagnóstico da situação atual, contribuindo para analisar a saúde financeira de uma empresa.

Essas métricas são dados que ajudam os gestores a adotar as estratégias mais acertadas, para contornar riscos e garantir uma gestão eficiente do capital financeiro. 

Quais São Os Benefícios De Acompanhar Indicadores Financeiros?

Os indicadores financeiros auxiliam de micro a grandes empresas nos mais diferentes aspectos. Confira os principais benefícios em acompanhar métricas no seu negócio:

Análise Clara Sobre O Desempenho Da Empresa

Uma das grandes vantagens, sem dúvida, é a possibilidade de ter uma análise clara sobre o desempenho financeiro e econômico da empresa.

Isso acontece porque os indicadores financeiros fornecem uma visão precisa do desempenho econômico, englobando diferentes aspectos como custos internos, despesas operacionais, gastos de produção, encargos adicionais, despesas administrativas, reembolsos, taxas e outras saídas financeiras. 

Ao ter essas informações em mãos, é possível avaliar de maneira os resultados da companhia e verificar se ela realmente atende ao planejamento financeiro estabelecido.

Possibilidade De Constante Otimização Financeira

Com os dados objetivos por meio dos indicadores financeiros, os gestores e empreendedores conseguem conhecer a situação atual da empresa, identificando os principais gastos. 

Com isso, as empresas conseguem otimizar de forma contínua os fluxos financeiros sem comprometer a operação, visto que todas as decisões são respaldadas em dados concretos e corretos.

Rápida Identificação De Gargalos

Ao ter uma análise minuciosa das informações financeiras, os sócios e gestores conseguem detectar rapidamente problemas operacionais, como despesas desnecessárias, investimentos fora do orçamento e até gastos suspeitos. 

Assim, é possível minimizar os riscos de fraudes e proteger a saúde e a sustentabilidade financeira da organização.

Previsibilidade Financeira

Os indicadores financeiros também oferecem maior previsibilidade aos gestores, que conseguem projetar resultados a longo prazo e avaliar os impactos de investimentos, lançamentos de produtos e quedas nas vendas. 

Sem contar que esse conhecimento também é capaz de aprimorar a administração de riscos, o que possibilita que as empresas identifiquem pontos críticos conforme o desempenho atual e adotem medidas corretivas, sempre que necessário.

Melhor Gestão De Recursos

Outra vantagem é uma melhor gestão de recursos, pois a organização pode direcionar investimentos de forma mais segura e assertiva, garantindo sustentabilidade, eficiência e produtividade das operações.

Quais Demonstrativos Geram Indicadores Financeiros?

Há alguns demonstrativos que geram indicadores financeiros importantes para empresas de pequeno e grande porte. Entre eles estão os seguintes:

Balanço Patrimonial

O Balanço é uma demonstração contábil que revela a situação patrimonial da empresa utilizando dados patrimoniais e também financeiros, como contas a pagar e receber, disponibilidades em caixa, contas bancárias e aplicações financeiras.

Porém, como seu objetivo é ser um espelho do patrimônio, ele foca nas contas patrimoniais e divide seus resultados entre ativos e passivos.

No grupo dos ativos temos os valores que acrescem ao patrimônio, os bens e direitos do negócio. Por isso, dentro desse grupo estão incluídos, dentre outros, os seguintes itens:

  • contas a receber em curtos e longos prazos;
  • dinheiro em caixa;
  • recursos disponíveis em contas bancárias;
  • aplicações e investimentos em curtos e longos prazos;
  • veículos, imóveis, móveis, máquinas e outros bens do ativo imobilizado;
  • estoques de matéria-prima ou mercadorias para revenda.

Já no passivo temos as obrigações que reduzem o patrimônio, como contas a pagar de fornecedores em curtos e longos prazos, tributos a recolher, custos e despesas com folha de pagamentos, dentre outras.

Por fim, reduzindo o passivo do ativo temos o patrimônio líquido do negócio, o qual é sempre apresentado dentro do passivo. Porém, esse posicionamento é apenas uma questão técnica e contábil, pois legalmente a empresa deve seu patrimônio líquido aos sócios.

O posicionamento do patrimônio líquido dentro do passivo serve também para que ambos os grupos fiquem com os mesmos totais, o que é uma necessidade para esse e outros documentos originados na escrituração contábil.

Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE)

Como o próprio nome diz, o DRE serve para apurar o lucro líquido do negócio em um período específico.

Para isso, o DRE relaciona somente receitas e despesas, das contas de resultado, apenas do período no qual o demonstrativo refere-se. 

Em sua estrutura, primeiramente é especificado o faturamento bruto do ano, seguido de despesas e impostos diretos das vendas de produtos ou serviços prestados, resultando na receita operacional líquida.

Dessa forma, outros fatores vão sendo listados e subtraindo receita, como despesas administrativas e compras de matéria-prima ou mercadorias para revenda. Por fim, temos como resultado o resultado do exercício, que é o lucro líquido do período. 

Quais Indicadores Financeiros São Medidos?

Há muitos indicadores financeiros que podem ser acompanhados pelas grandes e pequenas empresas. Confira 13 dos mais importantes:

Margem Bruta

Essa margem revela o quanto a empresa tem de lucro bruto, após os custos diretos, a cada venda ou prestação de serviço. E é esse lucro bruto o quanto cada operação gera para o pagamento das demais despesas e obtenção de lucro líquido.

Por exemplo: se um produto é comprado por R$ 30 e vendido por R$ 100, dando origem a um imposto de R$ 15, a margem bruta é de R$ 55, ou 55%. 

Portanto, 55% do valor das vendas são o que sobra para a empresa pagar as demais despesas relacionadas a elas, como folha de pagamentos e aluguel por exemplo, e obter seu lucro líquido.

Para calcular a margem bruta é preciso basear-se no DRE, demonstração na qual constam os números envolvidos no período calculado, como os que citamos e possivelmente outros abrangidos pelas operações, como comissões de vendedores.

Margem Líquida

Agora, temos o indicador que demonstra o quanto cada venda ou serviço gera lucro líquido, o lucro de fato do negócio. 

Para calculá-lo é preciso dividir o resultado do exercício constante no DRE pela receita operacional líquida do mesmo documento. Depois, multiplica-se o resultado por 100.

Por exemplo, se a receita líquida das operações é R$ 350 mil e o lucro líquido do período são R$ 190 mil, temos a seguinte conta: R$ 190 mil ÷ R$ 350 mil = 0,5428. Por fim, descobrimos a margem líquida: 0,5428 x 100 = 54,28%.

Além de revelar o real lucro da empresa, a margem líquida serve para mostrar se ela não tem muitas despesas indiretas; no DRE ficam entre a receita operacional líquida e o lucro do exercício. 

Ela também pode ser relacionada com a margem bruta nesse momento, o que ajuda a organização a visualizar se após as despesas diretas das operações ainda mantém muitos gastos.

Margem De Contribuição

Diferente das demais, a margem de contribuição serve para medir diretamente a rentabilidade de produtos ou serviços, pois é o resultado do valor faturado menos as despesas variáveis apenas, como compra de mercadorias ou materiais para prestar serviços.

Por exemplo, se determinado produto é vendido por R$ 50 e comprado por R$ 15, sua margem de contribuição é de R$ 35, equivalente a 70%. Então, essa é a margem gerada para suportar as despesas fixas, não computadas no cálculo anterior.

Índice De Liquidez Corrente

Para calcular a liquidez corrente utiliza-se o balanço patrimonial, mais precisamente os ativos e passivos do documento, da seguinte forma:

  • somar todos os valores do ativo circulante;
  • somar todos os valores do passivo circulante;
  • dividir o primeiro total pelo segundo (ativo ÷ passivo).

Como ideal esse número deve ser o maior possível, e obrigatoriamente superior a 1, o que significa que para cada R$ 1 de obrigações do passivo a empresa tem no ativo mais de R$ 1. Ou seja, o capital de giro consegue cobrir as obrigações e ainda é possível ter lucro.

Por outro lado, se o resultado da divisão for 1 ou menos é sinal de alerta e de que algo deve ser feito, como uma revisão da estrutura de custos mantidos na empresa.

Retorno Sobre Investimento (ROI)

O ROI pode ser calculado para muitas práticas diferentes da empresa utilizando documentos contábeis e, às vezes, demais relatórios. 

Por exemplo, se a empresa investiu em uma estratégia de marketing a partir de determinado mês, pode utilizar as vendas adicionais geradas e o investimento feito, ambos registrados na escrituração contábil, para calcular o retorno das ações.

Em relação a produtos e serviços isso pode ser feito relacionando os custos com a receita.

De qualquer forma, o cálculo é feito sempre da seguinte maneira: (faturamento – valor do investimento) ÷ valor do investimento. Por exemplo:

  • valor da mercadoria: R$ 15;
  • retorno na venda: R$ 50;
  • cálculo: (50 – 15) ÷ 15;
  • ROI: retorno de R$ 2,33 para cada R$ 1 investido.

No caso acima temos apenas um ROI bruto, pois não foram contabilizadas outras despesas e tributos relacionados. Porém, elencando-os na conta possibilita que se tenha o ROI líquido das vendas.

O fundamental é estar atento aos números apontados pelos indicadores financeiros. Assim, caso sinalizem para resultados contrários às metas estabelecidas, é possível agir rapidamente e  evitar transtornos.

Margem De Custos

A margem de custos é um indicador financeiro que analisa se as vendas de um produto são suficientes para cobrir as despesas da companhia. 

Por meio dessa métrica, os gestores conseguem manter as finanças com as metas comerciais, identificando o volume mínimo necessário para cobrir os custos e ainda gerar lucros. 

O ideal é monitorar a margem de custos junto com a margem de contribuição para evitar que ocorram excessos nos gastos de produção e serviços.

Margem Ebitda

Por sua vez, o  EBITDA, sigla para Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, é um dos indicadores financeiros que faz a medição da lucratividade de uma empresa com base em suas operações. 

Essa métrica é muito usada por investidores que desejam comparar a rentabilidade entre diferentes companhias do mesmo nicho de atuação.

Ponto De Equilíbrio

Entre os indicadores financeiros que precisam ser monitorados está o ponto de equilíbrio, chamado também de break even point.

Essa métrica  indica o faturamento mínimo necessário para cobrir todas as despesas operacionais e financeiras de uma empresa, além de ajudar a definir metas e assegurar a sustentabilidade do negócio, permitindo uma melhor compreensão da relação entre receitas e lucros.

ROE

O ROE é a sigla para Retorno sobre o Patrimônio Líquido, um dos indicadores financeiros que medem a rentabilidade de uma empresa, possibilitando que os gestores possam comparar os números da companhia com os concorrentes do mesmo setor. 

O ROE contribui também para uma análise mais precisa sobre a sustentabilidade dos negócios e na tomada de decisões de investimento.

Faturamento

O faturamento é uma métrica que apresenta o total de vendas realizadas em um período, que pode ser bruto, ou seja, o faturamento sem deduções, ou líquido, que é o faturamento menos deduções operacionais.

Ele auxilia na avaliação do desempenho comercial e auxilia na definição de novas metas para a equipe de vendas.

Lucratividade

Já a  lucratividade é um dos indicadores financeiros que representa o lucro efetivo gerado pelas vendas, considerando todos os custos operacionais. 

Essa métrica, muitas vezes ignorada por empresários e gestores, é fundamental para a compreensão do real ganho da empresa com a comercialização de seus produtos ou serviços.

Rentabilidade

Outro indicador importante é a rentabilidade, que abrange os retornos de todos os investimentos realizados na operação. 

Embora seja muito parecido com o ROI, a rentabilidade traz um entendimento mais amplo, considerando todos os fluxos internos.

Como Analisar Os Indicadores Financeiros?

Os indicadores financeiros se baseiam em dados históricos e merecem uma análise completa, que deve ser feita em conjunto com diferentes métricas e por períodos extensos. 

Além disso, é preciso também realizar comparações. Ou seja, você pode usar o histórico da própria empresa como referência, para compreender a evolução de um ativo ao longo de um determinado período. 

O ideal é fazer comparação da empresa com concorrentes do mesmo setor, pois, assim, é possível estabelecer um paralelo entre os ativos e compreender qual negócio tem os melhores resultados.

Lembre-se sempre que um resultado negativo nem sempre é necessariamente desfavorável; por isso, é importante adotar uma visão abrangente dos indicadores financeiros, levando em conta os diversos fatores que influenciam os números. 

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Conclusão

Conhecer os principais indicadores financeiros é importante para as micro, pequenas e médias empresas, tanto quanto para as grandes companhias e negócios.

Mas lembre-se que esse processo deve ser feito com o acompanhamento de profissionais especializados. Se você quer adotar uma gestão financeira eficiente, conheça a ArtData Contábil, que conta com uma equipe altamente capacitada e engajada em otimizar a gestão financeira, contábil e tributária de empresas por meio de processos e metodologias de planejamento empresarial.

Nosso escritório oferece há quase quatro décadas, serviços customizados para empresas de diversas atividades e diferentes portes localizados em qualquer estado e cidade do Brasil.

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