PIX: o que é, como funciona e qual o impacto para empresas?
O Banco Central do Brasil anunciou no início deste ano a criação de uma
plataforma de pagamento instantâneo, o PIX, um novo meio fazer transferências de
recursos financeiros – cujo projeto se iniciou em 2018 – que promete agilizar e
transformar o mercado de transações eletrônicas ao executar a operação do seu
início ao fim em poucos segundos.
Os bancos, fintechs e demais instituições financeiras e de pagamentos – que
possuem mais de 500 mil contas ativas – terão obrigatoriamente até o mês de
novembro de 2020 para disponibilizarem e se adequarem à nova ferramenta.
Estima-se que estarão obrigadas a trabalhar com a nova ferramenta, instituições
que respondem hoje por mais de 9 em cada 10 transações no Brasil. A adesão de
instituições de menor porte que possuem volume inferior a 500 mil contas sendo
utilizadas, será facultativa.
O PIX foi criado para facilitar a transferência de valores tanto para
pessoas físicas quanto para as jurídicas. Mais fácil e prático que a Transferência
Eletrônica Disponível (TED) e o Documento de Ordem de Crédito (DOC), por meio
do novo sistema será permitido a toda população que possui uma conta bancária efetuar
pagamentos de faturas de água, cartão de crédito, energia elétrica, boletos etc.
Já para as empresas, será possível por exemplo efetuar o recolhimento de
tributos federais.
Mudanças desta natureza são uma tendência mundial e mais de 50 países
estrangeiros já utilizam tecnologias similares de pagamento instantâneo.
Mas afinal, o que é o PIX? Como funcionará essa nova possibilidade de fazer
pagamentos e transações? Quais serão os impactos dessa relevante mudança no
setor financeiro nacional para as empresas brasileiras? Continue a leitura e confira
essas e outras respostas a seguir!
Como funcionam as transferências e pagamentos atualmente?
O DOC e a TED entre contas (correntes ou poupanças) possuem restrições
de valor e horário atualmente. Ambos, por exemplo, só podem ser realizados
efetivamente em dias úteis.
Enquanto o DOC só é compensado no dia útil seguinte, a TED precisa de
algumas horas para ser creditada na conta do destinatário. Vale dizer também
que o DOC possui limite máximo de valor de R$ 4.999,99.
Atualmente, apenas as transferências entre contas da mesma instituição
bancária são realizadas em poucos segundos (desde que respeitados os limites de
horários e valor específico de cada instituição).
O que é e como funcionará o PIX?
O PIX é uma infraestrutura criada que será fornecida pelo Banco Central do Brasil aos agentes privados
do mercado financeiro com o intuito de aumentar a competitividade e agilidade de
todo aparelho de meio de pagamentos existente no Brasil.
Ao menos no papel, o PIX possui potencial e capacidade de substituir a
TED, o DOC, boletos, o cartão de débito e, até mesmo, a utilização de dinheiro
em espécie.
A expectativa é de que as operações levem no máximo 10 segundos para
serem processadas.
Com o PIX, será permitido realizar as transações – hoje cobertas pela
TED e pelo DOC – a qualquer hora (24 horas por dia) e dia (incluindo sábados,
domingos e feriados). Ou seja, há um grande aumento de disponibilidade para os
usuários e podemos dizer que as transações passarão a ocorrer praticamente em
tempo real.
O PIX será utilizado por meio de smartphones e computadores. Os
pagamentos poderão ser executados via QR Code (estático ou
dinâmico), tecnologias que realizam troca de informações por aproximação e por meio
do fornecimento de informações como o CNPJ, CPF, endereço de e-mail, número de telefone
celular, dentre outras.
Quando o PIX estará disponível?
A nova modalidade de pagamento está prevista para começar a funcionar no mês de novembro deste ano, entretanto há rumores de que o início possa ocorrer já neste mês de setembro.
Qual será o custo para utilizar o PIX?
Não há valores pré-definidos. A cobrança será feita
pela instituição financeira, que poderá a seu critério até isentar os usuários
de tarifas.
A tendência, segundo especialistas, é que ocorra
uma diminuição dos custos com tarifas bancárias em relação ao custo
atual das transferências via DOC ou TED.
Como será o acesso ao PIX?
O acesso será realizado por meio dos aplicativo
(app) das instituições bancárias ou em portais de comércio eletrônico que
passem a utilizar o PIX como forma de pagamento.
Os pagamentos instantâneos poderão ser realizados
entre quais agentes?
·
Pessoas (P2P);
·
Pessoas e
Empresas (P2B);
·
Empresas
(B2B);
·
Pessoas e
Governo (P2G);
·
Empresas
e Governo (B2G);
·
Governo e
Pessoas (G2P);
·
Governo e
Empresas (G2B);
Legenda: P = Person; B = Business; G = Government.
Qual o impacto da criação do PIX para as empresas?
É inegável que o PIX trará maior competição entre as empresas do setor
financeiro. Certamente a chegada da nova forma de pagamento também acirrará a
concorrência em diversos outras atividades e setores do mercado empresarial.
Já parou para pensar a revolução que vivenciaremos no setor de comércio
eletrônico com os pagamentos instantâneos dando início ao processo envio das
mercadorias de forma muito mais rápida e dinâmica?
Com o PIX, provavelmente haverá uma redução de custos para as empresas
realizarem recebimentos e pagamentos. Podemos arriscar dizer que a geração de
milhões de boletos dará lugar a geração de milhões de QRs codes!
Não há dúvidas que as empresas terão maior facilidade para fazer
negócios. O que isso significa? Ficará mais “fácil” vender. Hoje, uma empresa
que trabalha aos sábados e domingo, por exemplo, ao fechar uma negociação com
um cliente ou fornecedor, está impossibilitada de executar o recebimento ou
pagamento no ato da assinatura do contrato caso isso esteja previsto. Salvo se
o pagamento for em espécie, o que é pouco usual nos dias atuais, será necessário
aguardar o próximo dia útil.
Além de trazer uma evidente simplificação para as rotinas financeiras, a
chegada do PIX poderá ajudar a gestão
financeira ao otimizar o fluxo
de caixa das empresas, ao tornar os recebimentos instantâneos. Em muitos
casos, isso pode representar uma diminuição na demanda por crédito, empréstimos
e antecipações de recebíveis. Ou seja, na prática, o PIX fará com que diversas
vendas e negócios ocorram, de fato, por meio de uma transação à vista.
Outro ponto interessante para as empresas, será a possibilidade de
efetuar de forma mais ágil e simplificada o recolhimento de guias de tributos
federais, estaduais e municipais (impostos, taxas e contribuições) por meio
do PIX.
Você sabia que por meio de API (Application
Programming Interface) o sistema
ERP da sua empresa pode se integrar com o módulo Contábil do sistema
utilizado pela Artdata? Isso possibilita, por exemplo, que após a emissão de um
documento fiscal o mesmo seja inserido diretamente em nuvem e, posteriormente, sendo
registrado automaticamente em nosso sistema de contabilidade. O mesmo acontece
para pagamentos e recebimentos realizados no sistema de gestão financeira! Quer
saber mais sobre essa solução da Artdata Contábil? Basta entrar em contato para
falar com
um dos nossos especialistas!
Qual a sua opinião sobre a criação do PIX? Gostou dessa novidade e dos
seus possíveis benefícios? Então aproveite para compartilhar sua opinião com
outros leitores do nosso blog aqui nos comentários!
Rodrigo Ferreira
Gerente de Atendimento e
Marketing
CRC 1SP334423/O-8
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