Aplicações financeiras: quais as opções existentes para empresas?

10 agosto 2020
Rodrigo Ferreira

Não é nenhuma novidade, para gestores e empresários, que o sucesso de uma empresa está diretamente ligado ao nível de eficiência com o qual seus recursos são administrados. Nesse contexto, as aplicações financeiras podem ser consideradas ferramentas indispensáveis para empresas que possuem recursos disponíveis para realização de investimentos desta natureza.

Isso ocorre porque, ao deixar capital parado na conta-corrente de um banco comercial, as empresas precisam lidar com fatores depreciativos, como a incidência de taxas e até mesmo com a inflação, que naturalmente desvaloriza recursos mal alocados e desperdiçados.

Você tem interesse em aplicar o capital de sua empresa de um modo mais inteligente, para que ele de fato se valorize ao longo do tempo? Leia o artigo e descubra alguns dos principais investimentos disponíveis para as pessoas jurídicas!

Quais as principais aplicações para empresas?

Aplicações financeiras inteligentes têm o potencial de otimizar os recursos de uma empresa ao longo do tempo. Antes de alocar recursos em um investimento, porém, é importante que o time de gestores considere os prazos em que utilizarão os recursos em questão.

O que motiva esse cuidado é o fato de que aplicações diferentes costumam ter níveis de liquidez distintas, de modo que, ao aplicar capital em um investimento de baixa liquidez, a empresa precisa esperar o tempo mínimo exigido pela aplicação para reaver seus recursos corrigidos sem a incidência de qualquer prejuízo.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Quando pensamos na operação de um banco, é fácil perceber que a sua principal fonte de renda é a concessão de crédito, seja ele para pessoa física ou jurídica. Os Certificados de Depósito Bancários, por sua vez, são a fonte desses recursos.

Na prática, ao aplicar em um CDB, o empresário empresta dinheiro ao banco, que fará uso desse capital para financiar suas operações de crédito. Quanto à remuneração do investidor, ela pode ser prefixada ou atrelada a um determinado indicador, que normalmente é o CDI.

É válido ressaltar que essa aplicação financeira pode apresentar liquidez diária ou realizar pagamentos apenas em um prazo específico de dias previamente estipulado no momento da aplicação. Caso a empresa invista recursos que usará no curto prazo para atividades como o pagamento do 13° salário, é fundamental que seus gestores optem pela liquidez diária ou por um prazo que de fato esteja alinhado a seus objetivos.

Os recursos alocados em CDBs são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), isso até a quantia de R$250 mil por CNPJ em uma instituição financeira. Contudo, existe um limite máximo de cobertura de R$1 milhão. Por essa razão, é interessante que a empresa diversifique seus recursos, em bancos diferentes, até alcançar o limite de R$1 milhão.

Letras de Crédito

De certo modo, podemos dizer que as Letras de Crédito são aplicações financeiras muito semelhantes aos CDBs. Afinal, assim como eles, o objetivo desse investimento é levantar recursos para operações de crédito. A diferença, porém, é que os recursos aplicados nas Letras de Crédito devem ser aplicados em setores específicos da economia.

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI), por exemplo, tem a finalidade de captar recursos para financiar a construção civil no Brasil. Já a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), é um instrumento desenvolvido para levantar recursos para financiamentos ligados ao agronegócio no país. A remuneração desse investimento pode ser prefixado ou pós-fixado. Assim como o CDB, tanto a LCI quanto a LCA são cobertas pelo FGC.

Fundos de Investimento

Os Fundos de Investimento, por sua vez, podem ser descritos como um sistema no qual um grupo de investidores confiam seus recursos à administração de gestores profissionais, que ficam responsáveis por selecionar aplicações financeiras. Esses gestores geralmente são remunerados por meio de taxas, que incidem sobre os recursos aplicados no fundo.

Ao investir recursos em um Fundo de Investimento, a empresa recebe cotas deles e, sempre que o fundo em questão obtém lucros, a empresa é remunerada de acordo a quantidade de cotas em seu poder.

Segundo a regulamentação vigente no Brasil, cada fundo deve investir em um ativo específico, que deve ser devidamente indicado em seu nome. Dentre os tipos de fundos disponíveis, podemos citar os seguintes como exemplos:

  • – fundo multimercado;
  • – fundo de ações;
  • – fundo de renda fixa;
  • – fundo cambial.

Por fim, é importante ressaltar que, diferente dos CDBs e das Letras de Crédito, os fundos de investimento são aplicações financeiras de renda variável e não de renda fixa. Além disso, eles não são cobertos pelo FGC.

Bolsa de Valores

Dentre as aplicações financeiras que podem ser interessantes para uma empresa é a aquisição de participações e ações de outros negócios. Isso ocorre porque essa decisão permite que a empresa em questão possa participar de outros mercados – relacionados direta e indiretamente a sua operação – sem necessariamente investir em uma estrutura própria que começa do zero.

Outro fator interessante a respeito do investimento em ações é que, assim como ocorre com as demais aplicações de renda variável, seu retorno é muito maior que o apresentado por opções em renda fixa. É importante, porém, que os gestores considerem que o risco envolvido na operação também é muito maior. Por fim, assim como os fundos de investimentos, as ações não são cobertas pelo FGC.

Como ocorre a tributação das aplicações financeiras para PJ?

Quando falamos a respeito de tributação em aplicações financeiras para pessoa jurídica, é importante mencionar que, em alguns investimentos, existem diferenças em relação à tributação incidente para pessoa física. Continue a leitura e se informe melhor a esse respeito.

Certificado de Depósito Bancário e Letras de Crédito

Tanto os CDBs quanto as LCIs e as LCAs seguem o mesmo modelo de tributação, nos dois casos, são aplicados apenas o Imposto de Renda e o IOF. Em ambos os casos, a tabela regressiva deve utilizada para os dois impostos.

Fundos de Investimento

Os fundos de investimento, por sua vez, também estão sujeitos ao IOF e ao Imposto de Renda. A diferença entre eles e as aplicações citadas anteriormente é que, embora o IOF siga a tabela regressiva, a incidência do Imposto de Renda deve variar de acordo com o tipo do fundo e com o prazo em que o capital está alocado, de modo que a tributação pode variar entre 22,5% e 15%.

Bolsa de Valores

Pessoas físicas, quando investem em ações, têm isenção do imposto de renda para operações de compra e venda, que durem mais de um dia, até o limite de R$20 mil. Tal isenção não está disponível para investidores pessoa jurídica.

O único imposto que incide sobre a compra na operação de ações é o Imposto de Renda, a tributação é feita do seguinte modo:

  • – 20% de tributação sobre operações de compra e venda realizadas no mesmo dia;
  • – 15% de tributação sobre operações de compra e venda de ações que duram mais de um dia.

Quais cuidados uma empresa deve tomar antes de realizar uma aplicação financeira?

Por fim, é importante ressaltar, mais uma vez, a importância de optar por aplicações financeiras que de fato ofereçam níveis de liquidez adequados para o seu negócio. Caso o equipe responsável pela gestão financeira não tome esse cuidado, seus recursos podem ficar presos por um longo período, o que obviamente tende a dificultar sua situação do caixa da companhia.

Além disso, é necessário que o setor financeiro considere os riscos de cada aplicação e aloque o capital de um modo que, em caso de perdas, a empresa não sofra grandes prejuízos e não tenha a sua operação comprometida. Para otimizar a segurança da operação, é interessante que a pessoa jurídica tenha uma carteira diversificada de ativos e investimentos.

Ao investir os recursos que não são utilizados, uma companhia é capaz de proteger o valor de compra de seu capital da depreciação ocasionada pela inflação e, ainda, é capaz de otimizá-lo por meio do rendimento oferecido pelas aplicações financeiras disponíveis no mercado. Vale reiterar apenas que é fundamental que a direção da empresa tome alguns cuidados, como administrar corretamente o fluxo de caixa e as questões tributárias.

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Rodrigo Ferreira

Gerente de Atendimento e Marketing

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