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A
importância da reciclagem
Atualmente as organizações mais
competitivas estão focadas nos resultados, acreditam que somente
resultados positivos e crescentes permitem a continuidade e a
expansão dos negócios. A prática tem-se mostrado como a única
saída às organizações e isso se deve ao fato de que se não
agirem assim vão quebrar, deixando de exercer seu principal
papel de responsabilidade social: obter lucro para gerar
empregos, além de atender ao mercado com seus bens e serviços.
Esta é a única saída viável,
principalmente em um país em que as organizações e toda a
sociedade são literalmente "massacradas" com o excesso de
tributos, que há muito ultrapassou a esfera do racional e
suportável, inviabilizando investimentos em tecnologia e
ampliação dos negócios.
Neste cenário a busca incessante
de lucros, a liderança em produtividade e a eficiência
operacional – resultantes do foco na gestão, controle de risco e
disciplina financeira – devem ser, portanto, objetivos
fundamentais. Na busca de excelência, são aplicadas ferramentas
que visam obter estes resultados. No entanto, fruto talvez de
miopia administrativa, muitas organizações abandonam ou mesmo
não implementam ferramentas que criam a base necessária para o
sucesso - muitas destas ferramentas são simples, fáceis de serem
implantadas e implementadas e, o mais importante, rapidamente
produzem resultados positivos. Entre elas citamos o Programa 8S
ou a Cultura dos 3R. Um Programa 8S deveria ter abrangência
nacional, principalmente ser aplicado nas diversas entidades
públicas, onde as práticas de gestão são praticamente
desconhecidas e pouco empregadas.
Infelizmente adotar práticas de
gestão não é o forte da administração pública. Basta ver a
realidade dos diversos municípios brasileiros: somente cerca de
5% deles possuem sua “Agenda 21”, e em apenas pouco mais de 1%
ela está efetivamente implementada.
No caso da adoção da Cultura dos
3R as medidas recicláveis geram não apenas vantagens para a
economia, mas grandes ganhos na qualidade ambiental, que têm
reflexos em toda a sociedade.
Aqui estão alguns exemplos
Cada tonelada de papel reciclado
representa 3m³ de espaço disponível nos aterros sanitários. A
energia economizada com a reciclagem de uma única garrafa de
vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100W durante
quatro horas.
Com a reciclagem de uma lata de
alumínio economiza-se o suficiente para manter ligado um
aparelho de televisão durante 3 horas.
Uma tonelada de papel reciclado
significa economia de três eucaliptos e 32 pinus, árvores usadas
na produção de celulose.
Na fabricação de 1 tonelada de
papel reciclado são necessários apenas 2 mil litros de água, ao
passo que no processo tradicional esse volume pode chegar a 100
mil litros por tonelada. O Brasil só recicla cerca de 30% de seu
consumo de papel. O vidro é 100% reciclável e o Brasil só
recicla cerca de 14,2% do vidro que produz e consome.
Fica a pergunta: qual a
justificativa para não se investir nestas e outras práticas
básicas de gestão?
Resultado de um processo de
educação ambiental incipiente ou não eficaz, se fizermos uma
pesquisa com a população, perguntando o que vem a ser 3R,
seguramente a maioria não saberá responder.
A cultura dos 3R
• Reduzir — consumir menos é
fundamental. Hoje o Brasil produz 88 milhões de toneladas de
lixo por ano, cerca de 440 quilos por habitante;
• Reutilizar — é impossível
reduzir a zero a geração de resíduos. Mas muito do que jogamos
fora deveria ser mais bem reaproveitado. Potes e vasilhames de
vidro e caixas de papelão podem ser úteis em casa ou nas
indústrias de reciclagem. E o destino de restos de comida, como
cascas e folhas, deveria ser a compostagem;
• Reciclar — o "erre" mais
conhecido é sinônimo de economia de matérias-primas. Vidro,
papel, plástico e metal representam, em média, 50% do lixo que
vai para os aterros. Além disso, a reciclagem pode virar
dinheiro. O economista Sabetai Calderoni, do Núcleo de Políticas
Estratégicas da USP e autor do livro Os bilhões perdidos no
lixo, calcula em 5,8 bilhões de reais por ano o total que o
Brasil deixa de arrecadar com materiais recicláveis. Uma fortuna
equivalente a dezessete vezes o orçamento do Ministério do Meio
Ambiente.
Princípios
a) Reduzir - a produção do lixo;
b) Reutilizar - os materiais
(sempre que possível);
c) Reciclar - o que não pode ser
reduzido nem reutilizado.
Como reduzir?
Produzir menos resíduos.
As empresas podem fazê-lo através
da fabricação de embalagens com menos peso, menor dispêndio de
energia e de recursos naturais, com menores dimensões ou
evitando o desperdício. Inverter a prática questionável das
organizações venderem cada vez produtos com menor conteúdo. Ex.:
Em 2003 a Nestlé deixou de vender seu achocolatado de 500g,
colocando no mercado o Nescau de 400g.
Fatos como esses acontecem com
freqüência, com toda a passividade natural dos consumidores
brasileiros, que passaram à condição obrigatória de adquirirem
mais embalagens. Prática condenável, que denota falta de
responsabilidade social e deveria ser rejeitada pelas
autoridades brasileiras.
Os consumidores devem ter
comportamentos verdes:
-
Evitar comprar rolos de
alumínio e de plástico;
-
Evitar o uso utensílios
domésticos feitos de papel e/ou de plástico;
-
Evitar sacos desnecessários de
plástico e/ou papel (preferir os de pano);
-
Espalmar ou amassar as
embalagens para se conseguir redução significativa do volume
de resíduos.
-
Evitar consumir o
desnecessário;
-
Usar toalhas e guardanapos de
pano, em lugar das de papel; enfim, rejeitar sempre tudo o
que for criado para se usar uma só vez;
-
Não usar aditivos para as
máquinas de lavar roupa e louça. Cada detergente já é
composto de vários elementos, contendo descalcificador,
amaciadores, branqueador etc.;
-
Quando for às compras, levar
de casa um saco resistente, que seja reutilizado;
-
Escolher as embalagens para as
quais exista um circuito organizado de reciclagem;
-
Comprar apenas os medicamentos
necessários;
-
No banheiro, dizer não a
produtos descartáveis, substituindo-os por alternativas
duráveis – por exemplo, barbeador elétrico;
-
Ensinar os filhos a resistirem
ao efeito da moda, usando cada roupa até o fim;
-
Em vez de canetas de ponta de
feltro, comprar lápis de cor ou de cera, que são usados
integralmente.
Por que reutilizar?
Significa dar novos usos a
materiais já utilizados, voltando a usá-los. Incentive as
empresas a produzirem embalagens que tenham uma segunda
destinação – por exemplo, copo de requeijão com embalagem de
vidro. Nesse sentido, falta criatividade à indústria de
embalagens.
Como podemos reutilizar?
-
Utilizar o verso das folhas de
papel escritas só de um lado, para cadernos e agendas.
-
Frascos vazios de vidro ou
plástico e as latas podem servir para guardar canetas,
material de costura, ferramentas, cereais, ou para
decoração.
-
Roupa e objetos domésticos,
como móveis, eletrodomésticos e brinquedos podem ser
entregues a instituições de caridade ou vendidos como
objetos usados.
-
Doe a centros de convivência
ou de Melhor Idade, hospitais e escolas, revistas ou livros
que irá descartar.
Como reciclar
-
Para que a reciclagem seja
mais eficiente, os resíduos não podem estar misturados, nem
sujos.
-
Retire do papel os grampos,
fitas adesivas, plásticos e outros;
-
Retire das embalagens de
vidro, plástico ou metal os rótulos, tampas, gargalos ou
rolhas, além de lavá-las;
-
Espalme as embalagens
(compacte);
-
No caso de pessoas que têm
jardim ou horta, aprenda a fazer “composto” (corretivo do
solo) com os restos da matéria orgânica.
Vale lembrar que a prática dos 3R
é uma alternativa momentânea, convém que as organizações a
adotem no desenvolvimento de seus produtos.
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